Vindo de uma tradição de cinema mudo Hitchcock acreditava que a imagem por si só revelava muito mais e tinha muito mais força do que os diálogos. Em cenas como a do avião em "Intriga Internacional" de 1959 o personagem chega a passar quase 10 minutos sem falar praticamente nada!
“Se o filme for bom, o som pode sumir que o público ainda teria uma ideia perfeitamente clara do que está acontecendo”
Alfred Hitchcock
Entretanto se por um lado os diálogos eram colocados muitas vezes em segundo plano, a trilha sonora evolui de um simples complemento para um elemento de destaque. Os grandes clássicos dirigidos por Hitchcock nos anos 40, 50 e 60 tiveram como uma de suas principais marcas a presença forte da música como uma composição dramática. Em filmes como "Um corpo que cai" e "Psicose" a música chega a ser quase um personagem. Entre os compositores que traduziram os argumentos do diretor em notas musicais está Bernard Herrmann, responsável pela criação de algumas das principais trilhas sonoras dos filmes hitchcockianos. Ai vai uma pequena lista, BEM PEQUENA, das duas músicas mais famosas que ajudaram a compor as cenas dramáticas e inesquecíveis do mestre.
A música de "Um corpo que cai" aliada ao efeito da câmera no filme nos da a sensação de uma iminente queda, de uma agoniante vertigem.
A música de Psicose, afinal quem aí nunca colocou como despertador ou toque a musiquinha épica da cena do assassinato no chuveiro?






